Bençãos de Iemanjá para 2023

Conforme vai chegando o fim de ano, nossas atenções começam a ser lançadas para o período seguinte. Agora não é diferente. 2023 chega com vários desafios e nada melhor que uma forcinha da espiritualidade para conseguir levar a vida a diante e conquistar o que se quer. Iemanjá é um Oriṣa sempre lembrado aqui no Brasil neste momento e nesta postagem será listada duas formas de obter as bençãos dessa grande mãe.
Mas quem é Iemanjá? Pode ser fácil de sentir e não tão fácil de explicar, mas a compreensão pode trazer a aproximação dessa divindade.
A origem do culto à Iemanjá é localização na Nigéria, um país da África, no qual é chamada de iyemoja (ìyá = mãe + omo = filho + eja = peixe) que significa "mãe cujos filhos são peixe. Lá ela recebe oferendas e orações em altares chamados"ojubọ" e no rio Ogun. Sendo assim conhecida como Oriṣa do Rio Ogun.
Só nessa pequena observação já se pode ver que ela é mais vinculada ao rio que ao mar onde o culto foi criado. Sendo o mar regido por Olokun, que é pai de Iemanjá.
Existe uma história que conta sobre o casamento de iyemoja com Oke (outra divindade). Em uma desavença que o casal teve, a grande senhora das águas fez que o rio Ogun jorrasse de seus seios e ela seguiu por ele até a casa de seu pai no mar, fugindo de seu marido. Essa é a ligação mais próxima dessa Oriṣa com o mar segundo as lendas da Nigéria.
Já aqui no Brasil, ela era cultuada em rios largos durante bastante tempo pelo que alguns estudos mais recentes apontam, mas houve uma mudança cultural devido a um acontecimento em particular. Na Bahia, os pescadores estavam enfrentando dificuldades em seu trabalho. Havia pouquíssimos peixes e tiveram que apelar para a fé. Oferendas e promessas foram feitas à Iemanjá, porém disfarçada como Nossa Senhora dos Navegantes devido a repressão que a religião sofria na época. Como Iemanjá atendeu aos pedidos deles e a pesca passou a ser muito proveitosa, eles passaram a festejar essa Oriṣa com oferenda em alto mar no dia da santa relacionada por sincretismo. Esse foi o primeiro ponto de contato histórico de Iemanjá com o Mar no Brasil. O segundo, foi causado por Tata Tancredo da Silva Pinto que instituiu no Rio de Janeiro o culto de Iemanjá na Baia de Guanabara no final do ano. Sendo esse o motivo de vincular a Oriṣa com esse período.
A Umbanda abraçou o culto a Iemanjá com oferendas em barquinhos e flores. Mas não é só esse o meio de louvar e se aproximar dessa energia. Também há como fazer uma mesa com comidas próprias para essa divindade. Normalmente na Umbanda não se vê sacrifício como no Candomblé, mas também pode ocorrer como no Omoloko, por exemplo. Pode-se fazer um manja e dedicá-lo à Iemanjá com flores em volta e cantar para chamar a força dessa divindade para participar do banquete. A vela mais usada é o azul e você pode acender para ter um ponto de conexão ritualizado.
Uma boa forma de fortalecer o contato com Iemanjá é fazendo um culto em grupo e para isso um trabalho espiritual coletivo pode ajudar bastante. Por dois motivos principais:
1- A união faz a força e consegue-se mais fundamentos por um valor menor para cada um que participa devido a divisão dos gastos.
2- Quando mais pessoas se unem com um mesmo propósito a espiritualidade atende com muito mais precisão e potência.
Pensando nisso, a Manu da Tripli-se e eu estamos organizando o Trabalho Espiritual Coletivo para prosperidade nas forças das Iyabas. Se você quiser participar, pode entrar no grupo de WhatsApp e obter mais informações além de interagir conosco.
Aguardo você lá. Um abraço!

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