Olá! Tudo bem? Seja bem vindo(a) a mais uma postagem do Blog Cartomante Erick. Vamos falar sobre a Alta Magia e Baixa Magia e usaremos as informações dadas por Eliphas Levi para entender melhor sobre este assunto.
Direto ao assunto: alta magia é aquela magia que você faz com a sua própria vontade. Com os seus próprios meios. E como ela é baseada em seus conhecimentos e está por sua conta, é a mais perigosa de se fazer. Já que você tem que está consciente de tudo o que está fazendo. Todas as possibilidades de erro. Todas as possibilidades também de acerto e você exatamente é o responsável por tudo do começo ao fim.
A baixa a magia é aquela magia que você se utiliza de um espírito ou divindade para poder fazer sua intenção acontecer então quem toma conta do resultado é quem foi evocado para a realização do ritual. Logo, a Umbanda, por exemplo, seria baixa magia devido à necessidade de sempre haver a evocação e a "presença" das entidades durante as práticas.
Daí podemos reconhecer duas formas de contatos diferentes como é o Oráculo da Umbanda. Oráculo é a forma de se comunicar com os seres espirituais ou de obter informações dos mesmos. No caso da religião tratada, um espírito incorpora em um médium e serve de canal para a comunicação. A grosso modo podemos chamar isso de necromancia. Porém há como ter este mesmo contato por meio da Alta Magia.
No livro Dogma e Ritual da Alta Magia de Eliphas Levi, ele relata a forma de como entrar em contato com o espectro de um falecido histórico. Há um grande e trabalhoso ritual a ser montado com vários detalhes que hoje em dia se tornam difíceis (mas não impossíveis) de serem realizados. No texto ele relata ter concluído e obtido êxito de sua prática. Ele precisou de pentagrama de mármore, mesa e velas, círculo mágico, espada e outras coisas. Mas em outro contexto cultural, também existem necromantes que trabalham um ritual menos elaborado e igualmente valoroso, como o de por um pequeno osso do defunto na boca e falar por ele em transe. Obviamente outras condutas mais higiênicas existem, mas esse é interessante de citar.Origem do Termo
Até onde pude consultar, o termo Alta Magia começa tendo referência em grimórios a partir da Idade Média e é vinculado ao fato do mago se propor no lugar de deus ao praticar o ato mágico. Isso se dá pelo modo como é pensado a ritualística. O círculo mágico conteria todos os elementos da criação e outros mais que dotaria o praticante a autoridade divina.
Essa postura mais elevada pode estar no cerne da escolha do termo Alta Magia. Com o tempo, os bruxos e magos que faziam uso desta já reconhecida forma de fazer magia começaram a usá-la em favor de cristãos. Tanto nobres, quanto burgueses. Em dado momento histórico, houve a necessidade de destacar esta prática mais "erudita" aos olhos deles, das práticas mundanas de pedidos de favores aos espíritos. Aí forjaram o termo Baixa Magia. Logicamente com a intenção de fazer ser menos importante, mas acabou apenas gerando um jeito de categorizar no final das contas.
Alta Magia atualmente
Como vemos com mais frequência na América do Sul as religiões cuja incorporação é a ação mais perceptível, já temos uma boa noção de a quantas anda a Baixa Magia atualmente. Mas a Alta Magia está como?
Temos muitas práticas no qual o próprio magista toma conta de todo o ritual desde o planejamento até a execução final. Para citar três aqui, vamos falar dos rituais thelemitas, tanto da O.T.O. quanto da A.A.. Temos também a muito comentada Magia do Caos e também o Hoodoo. Para todos estes é necessário muito estudo, prática, tentativa e err
o.
Qual é má e qual é boa?
O conceito de bom e mal é mais religioso que magístico. Assim como na natureza não há esse conceito, nas práticas mágicas independentes também não há. Tanto na baixa magia quanto na alta, pode ocorrer intenções que prejudiquem ou ajudem terceiros. Por isso o problema está mais ligado a quem pede ou quem faz e não ao conhecimento ancestral em si.
Caso você queira começar a conhecer mais sobre magia, te indico a ler. Leia bastante. Principalmente os clássicos. Eu não sou um defensor da leitura cega. Não concordo com algumas coisas escritas em livros famosos, mas é sempre importante subir nas costas de quem já galgou alguns obstáculos para não perdermos tempo inventando a roda. A partir daí é só questão de praticar bastante. Bons estudos!

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